
Chakras: Explorando os Chakras com Yoga e Meditação
22 de novembro de 2024
Quando alguém pesquisa “yoga” na internet, quase sempre imagina alongamento, flexibilidade ou um corpo mais saudável. Eu entendo isso. A maioria das pessoas chega ao yoga pelo corpo, mas fica por algo muito maior.
O yoga não começa no tapete e muito menos termina nele.
Os 8 passos do yoga, descritos por Patañjali nos Yoga Sutras, formam um caminho prático para viver com mais consciência, equilíbrio emocional e clareza mental. Eles não são regras rígidas nem conceitos distantes da vida real. Pelo contrário: são ferramentas profundamente atuais para quem vive ansiedade, estresse, dores físicas e uma sensação constante de desconexão.
Neste artigo, eu explico cada um dos 8 passos de forma simples, aplicável e realista.
1. Yamas – Como eu me relaciono com o mundo
Os Yamas falam sobre ética e comportamento nas relações. Eles mostram como eu ajo quando estou em contato com o outro e com o ambiente.
São cinco princípios:
- Ahimsa (não violência): não se trata apenas de não machucar alguém fisicamente. Inclui a forma como eu falo comigo mesma, como me cobro e como trato meu corpo.
- Satya (verdade): viver de forma autêntica, sem mentiras para os outros e, principalmente, para mim.
- Asteya (não roubar): respeitar o tempo, o espaço e a energia do outro.
- Brahmacharya (uso consciente da energia): aprender a não desperdiçar energia em excessos emocionais, mentais ou físicos.
- Aparigraha (não apego): soltar o controle e confiar mais no fluxo da vida.
Quando alguém começa a praticar yoga de verdade, percebe que esses princípios aparecem naturalmente no dia a dia.
2. Niyamas – Como eu me relaciono comigo
Se os Yamas falam do mundo externo, os Niyamas falam do mundo interno.
Eles também são cinco:
- Saucha (pureza): limpar não só o corpo, mas também pensamentos e emoções tóxicas.
- Santosha (contentamento): aprender a apreciar o agora sem viver em constante insatisfação.
- Tapas (disciplina): criar constância, mesmo quando falta motivação.
- Svadhyaya (autoestudo): observar padrões, emoções e reações.
- Ishvara Pranidhana (entrega): confiar em algo maior do que o controle da mente.
Esse passo transforma a relação que eu tenho comigo mesma. Ele constrói autoestima real, não aquela baseada em aparência.
3. Asana – O corpo como portal
Aqui está o passo mais conhecido do yoga: as posturas.
Mas asana não serve apenas para alongar ou fortalecer. O verdadeiro propósito das posturas é preparar o corpo para ficar estável, confortável e presente.
Quando eu sustento uma postura, eu aprendo a respirar diante do desconforto. Eu treino presença, paciência e escuta corporal. Isso muda completamente a forma como eu lido com desafios fora do tapete.
4. Pranayama –A arte de respirar conscientemente
Pranayama significa expansão da energia vital por meio da respiração.
A respiração influencia diretamente o sistema nervoso. Quando eu aprendo a respirar melhor, eu reduzo ansiedade, melhoro o foco e regulo emoções.
Esse passo mostra algo poderoso: eu não preciso controlar tudo ao redor para me sentir bem. Às vezes, tudo o que eu preciso é aprender a respirar.
5. Pratyahara – O recolhimento dos sentidos
Vivemos hiperestimulados. Sons, telas, cobranças, informações.
Pratyahara ensina a retirar a atenção do excesso externo para voltar para dentro. Não significa se isolar do mundo, mas parar de reagir automaticamente a tudo.
Esse passo cria espaço interno. E espaço interno gera clareza.
6. Dharana – Concentração
Dharana é a capacidade de sustentar a atenção em um único ponto.
Pode ser a respiração, um mantra, uma sensação corporal. Quando a mente para de pular de pensamento em pensamento, a ansiedade diminui.
Concentração não nasce da força. Ela nasce do treino gentil e constante.
7. Dhyana – Meditação
Quando a concentração se aprofunda, surge Dhyana, a meditação.
Aqui, a mente não luta. Ela observa. Existe presença sem esforço. Existe silêncio sem rigidez.
Meditar não significa parar de pensar. Significa não ser refém dos pensamentos.
8. Samadhi – Integração e consciência
Samadhi representa um estado de integração profunda. Não é algo místico distante, reservado a poucos.
São momentos em que eu me sinto inteira, conectada, em paz comigo e com a vida. Pequenos instantes de clareza, gratidão e presença absoluta.
por que os 8 passos do yoga ainda importam hoje?
Porque o yoga não resolve apenas dores físicas. Ele ensina a viver melhor dentro de um mundo acelerado, exigente e muitas vezes emocionalmente exausto.
Os 8 passos não pedem perfeição. Eles pedem presença.
Quem começa pelo corpo acaba descobrindo um caminho de autoconhecimento, equilíbrio emocional e transformação real.
E talvez seja exatamente isso que você esteja buscando quando digita “yoga” no Google.
Se esse conteúdo fez sentido para você, continue explorando o yoga como um caminho completo não apenas como exercício, mas como uma forma de viver com mais consciência, leveza e verdade.
Namaste 🧘🏻♀️✨



